O Tiro Esportivo brasileiro encerrou, neste fim de semana, sua participação nos Jogos Sul-Americanos ODESUR 2026, em Santa Fé, na Argentina, com 11 medalhas: um ouro, cinco pratas e cinco bronzes. O resultado, que incluiu a conquista do título na Fossa Olímpica Mista com Leonardo Lustoza e Camilla Cosmoski, representa mais uma etapa na preparação dos atletas para os próximos desafios do ciclo olímpico.
Para o presidente da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE), Jodson Edington, os Jogos Sul-Americanos têm papel importante na trajetória internacional dos atletas, tanto pelo nível da competição quanto pela oportunidade de avaliar o momento técnico, físico e mental de cada integrante da equipe. Além disso, o ODESUR reúne os Comitês Olímpicos dos países da América do Sul e, por isso, tem relevância dentro do calendário esportivo do continente.
O resultado em Santa Fé também serve como referência para a sequência da temporada. Os próximos compromissos internacionais importantes para o Tiro Esportivo serão o Campeonato Sul-Americano da modalidade, em outubro, e o XV Campeonato das Américas (CAT), em novembro, em Lima, no Peru, competição que terá peso direto na corrida pelas vagas para os Jogos Pan-Americanos de 2027, também na capital peruana. O Pan oferecerá ainda uma vaga por modalidade para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em2028.
“O ODESUR foi uma preparação muito importante. Agora precisamos trabalhar ainda mais, porque a CAT reúne atletas de todos os países das Américas e o nível da competição será ainda mais elevado”, destaca Jodson.
Segundo o presidente da CBTE, os recentes resultados obtidos na Argentina indicam que o intervalo entre o ODESUR e as próximas competições será valioso para fazer ajustes e aperfeiçoamentos técnicos. A avaliação da comissão técnica e dos próprios atletas será importante para identificar os pontos que precisam ser aprimorados antes da CAT. A intenção é aproveitar cada oportunidade para elevar o nível de preparação da equipe e buscar as classificações para os principais eventos do ciclo.
O presidente da CBTE ressalta que o trabalho vem sendo desenvolvido em conjunto com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), com atenção às necessidades dos atletas e às demandas da preparação. A entidade pretende manter o diálogo com atletas e comissão técnica para estruturar as ações da próxima etapa do calendário.
“Estamos ouvindo os atletas, os treinadores, enfim, a nossa comissão técnica para fazer um trabalho que proporcione grandes resultados e conquistas futuras”, afirma Jodson.