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PRESIDENTE DA CBTE SE UNE À MOBILIZAÇÃO DO ESPORTE NO CONGRESSO CONTRA CORTE DE RECURSOS

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O presidente da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE), Jodson Edington, participa nesta terça-feira, em Brasília, da mobilização de entidades esportivas que buscam sensibilizar os senadores sobre os impactos do artigo 139 da PEC da Segurança Pública, proposta em discussão no Congresso Nacional, que reduz recursos destinados ao esporte e pode representar uma perda de cerca de R$ 500 milhões por ano para o setor.

A mobilização reúne o Comitê Olímpico do Brasil (COB), Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), clubes e outras entidades esportivas. O objetivo é chamar a atenção dos parlamentares para as consequências da medida, aprovada pela Câmara dos Deputados, que afeta as categorias de base e o alto rendimento.

Jodson Edington defende o fortalecimento das políticas de segurança pública, mas considera inadmissível que esse avanço aconteça com a retirada de recursos já destinados ao esporte.

“Somos favoráveis a qualquer projeto que tenha como objetivo fortalecer a segurança pública e proteger a sociedade. O que não podemos aceitar é que isso aconteça retirando recursos do esporte. O artigo 139 precisa ser revisto. Ele traz consequências sérias para a formação de novos atletas e também para o alto rendimento. Não somos contra a PEC da Segurança Pública. Somos contra retirar do esporte recursos fundamentais para que o Brasil continue formando atletas e representando o país nas grandes competições internacionais”, afirma o presidente da CBTE.

Segundo Jodson, a mobilização também busca esclarecer uma interpretação equivocada sobre a origem dos recursos. “Muitos parlamentares estão apoiando a proposta acreditando que os recursos destinados à segurança sairão diretamente das bets. Não é isso. Existe uma interpretação equivocada sobre o artigo 139, e estamos em Brasília justamente para mostrar aos senadores o impacto real dessa medida. Como podemos votar a favor de algo que prejudica diretamente o esporte brasileiro?”, questiona.

O presidente do COB, Marco La Porta, também defende a preservação dos recursos destinados ao esporte. “O COB não é contra a PEC da Segurança Pública. Um dos pilares da nossa gestão, que luta pela construção de uma Nação Esportiva, é ter o esporte como pilar de políticas públicas como segurança, saúde e educação. O mundo inteiro reconhece o esporte como uma das melhores ferramentas de prevenção à violência, e no Brasil não pode ser diferente. Queremos seguir fazendo parte dessa solução que a sociedade tanto anseia, mas não com cortes num investimento já aprovado, não pagando a conta”, diz.

Além de Jodson e La Porta, integram a delegação Bernard Rajzman, membro brasileiro do COI; Daniela Castro, conselheira de Administração do COB; Emanuel Rêgo, diretor-geral do COB; José Carlos Pinheiro, representante de Relações Institucionais; Diego Albuquerque, presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos; Felipe Tadeu Barros, presidente da Confederação Brasileira de Handebol; José Roberto Santini Campos, presidente da Confederação Brasileira de Badminton; e Wlamir Campos, presidente da Confederação Brasileira de Atletismo.

Também participam da agenda institucional em Brasília as medalhistas olímpicas Hortência Marcari e Ketelyn Quadros, representando a Comissão de Atletas do COB.

A mobilização no Congresso leva uma mensagem comum das entidades: segurança pública e esporte são políticas essenciais para o país e não precisam ser colocadas em lados opostos. O fortalecimento de uma área não pode acontecer às custas do enfraquecimento da outra.

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