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CAMILLA COSMOSKI TRANSFORMA BOM MOMENTO EM IMPULSO PARA O SONHO OLÍMPICO

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Setembro terminou de uma maneira especial para Camilla Cosmoski. Em pouco mais de uma semana, a atleta brasileira conquistou duas medalhas nos Jogos Sul-Americanos ODESUR, em Santa Fé, na Argentina, e, já de volta ao Brasil, alcançou um dos melhores resultados de sua carreira na 8ª etapa do Campeonato Brasileiro de Tiro ao Prato. Para ela, os resultados representam mais do que uma sequência de bons desempenhos: são a confirmação de que o trabalho realizado nos últimos anos começa a aparecer nas grandes competições.

Nos Jogos ODESUR, Camilla conquistou o bronze na prova individual da Fossa Olímpica e, ao lado de Leonardo Lustoza, ficou com a medalha de ouro na disputa mista. Poucos dias depois, na etapa do Brasileiro, superou o Índice Mundo da modalidade, de 113 pratos, ao quebrar 118, marca que também estabeleceu um novo recorde brasileiro na categoria Damas. A marca anterior, de 116 pratos, a própria Camilla dividia com Janice Teixeira.

“Eu e Leonardo somos muito amigos, uma amizade de longa data que se estende a nossas famílias. Foi uma alegria conquistar o título no ODESUR a seu lado. Primeiro eu ganhei a medalha de bronze no individual. Não era o que eu planejava e, felizmente, consegui o equilíbrio necessário para buscar o ouro na prova mista”, conta Camilla.

O recente desempenho ganhou ainda mais significado por acontecer em um momento importante da carreira. Depois de não conseguir a classificação para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, no primeiro ciclo olímpico que disputou, Camilla encara agora um novo desafio, que é construir, desde já, sua caminhada rumo a Los Angeles 2028.

“Esse mês de setembro foi muito consagrador para mim. Os resultados estão em ascensão e agora é o momento de acelerar a preparação, porque o objetivo é Los Angeles. Quero aproveitar e continuar evoluindo”, afirma.

A próxima oportunidade de colocar esse crescimento à prova já está no calendário. Camilla disputa, em outubro, o Campeonato Sul-Americano de Fossa Olímpica e, na sequência, terá pela frente o Campeonato das Américas (CAT), competição que considera a principal do ano e que também terá importância na corrida por uma vaga nos Jogos Pan-Americanos de 2027.

A evolução recente é resultado de um processo que vai além do treinamento técnico. Desde 2019, quando começou na Fossa Olímpica, Camilla conta com o acompanhamento da psicóloga Flávia Justos. Para a atleta, o trabalho psicológico tem sido fundamental para lidar com a pressão e, principalmente, com a dinâmica das competições de Tiro ao Prato.

“Ela me conhece integralmente. Não tem como alcançar os objetivos sem esse suporte psicológico. Como as provas não terminam em um só dia, temos que saber como levar o resultado, seja ele bom ou ruim, de um dia para o outro”, explica.

Em busca de aperfeiçoamento, Camilla também investiu em cursos de formação em coaching e aprimoramento cognitivo. A preparação mental passou a fazer parte da rotina de uma atleta que entende que, no alto rendimento, a diferença muitas vezes está na capacidade de reagir e manter a concentração diante de cada situação.

“Esse ano venho colhendo tudo o que investi. Durante uma competição, sempre existe um momento em que precisamos melhorar alguma coisa. É preciso saber administrar o que aconteceu no dia anterior e entrar novamente na prova com a cabeça preparada”, afirma.

A relação de Camilla com o esporte começou ainda na infância, quando praticava handebol. Aos 25 anos, conheceu o tiro esportivo por meio do Trap Americano. A experiência foi interrompida por alguns anos, até que ela retornou à modalidade e, posteriormente, migrou para a Fossa Olímpica, incentivada pelo marido, Emilson Menarim, também atleta. Desde então, a modalidade passou a ocupar um espaço central em sua vida. Tetracampeã brasileira e campeão sul-americana em 2020, Camilla encontrou na Fossa Olímpica um desafio permanente, justamente por exigir precisão, concentração e capacidade de adaptação a cada série.

Veterinária por formação, ela hoje se dedica integralmente ao esporte e à família. Fora das pistas, gosta de cozinhar com os filhos Felipe e Tiago e acompanhar séries relacionadas a competências mentais e histórias de atletas.

Aos 38 anos, Camilla sabe que a caminhada até Los Angeles ainda é longa. Mas os resultados de setembro deram um novo impulso ao projeto. Depois de duas medalhas no ODESUR, de um recorde brasileiro e de um Índice Mundo, ela segue para os próximos desafios com a convicção de que o trabalho está produzindo resultados.

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