A Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) deram, nesta quinta-feira (30/7), o primeiro passo para a transição da gestão do tiro esportivo paralímpico no Brasil. O presidente da CBTE, Jodson Edington, e o vice-presidente da entidade, Cassio Rippel, reuniram-se, em São Paulo, com o vice-presidente do CPB, Yohansson do Nascimento, para iniciar o processo de integração que permitirá a migração da modalidade para a Confederação, entidade brasileira vinculada à Federação Internacional de Tiro Esportivo (ISSF).
A reunião marcou o início da construção de um plano de transição que será conduzido em conjunto pelas duas instituições, com o compromisso de preservar integralmente o planejamento esportivo do atual ciclo paralímpico rumo aos Jogos de Los Angeles 2028.
A proposta é criar um grupo de trabalho, idealizado pelo vice-presidente do CPB, que será formado por representantes da CBTE e do CPB para coordenar, de forma conjunta, a passagem da gestão administrativa, técnica e esportiva da modalidade. O objetivo é garantir que os atletas paralímpicos não sintam os efeitos da mudança institucional e que todas as ações previstas para os anos de 2027 e 2028 sejam mantidas, incluindo o calendário de treinamentos, competições e eventos classificatórios.
A integração também permitirá incorporar ao tiro esportivo paralímpico a experiência acumulada pela CBTE no desenvolvimento das modalidades olímpicas. A intenção é fortalecer o suporte oferecido aos atletas, agregar valor e ajudar ainda mais na preparação dos atletas para que possam alcançar ainda mais medalhas nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles.
“O nosso compromisso é realizar uma transição responsável, planejada e totalmente focada nos atletas. Todo o excelente trabalho desenvolvido pelo CPB será preservado, garantindo a continuidade do planejamento para Los Angeles 2028. A partir dessa integração, queremos também agregar a experiência da CBTE nas modalidades olímpicas para fortalecer ainda mais a preparação, o desenvolvimento e o suporte aos atletas paralímpicos, criando as melhores condições para que o Brasil conquiste resultados cada vez mais expressivos”, afirmou o presidente da CBTE, Jodson Edington.

Durante a visita ao CPB, Jodson e Cássio prestigiaram um evento internacional de badminton paralímpico, acompanhados de Roberto Santini, presidente da CBBd
Mudança acompanha novo modelo internacional
O processo iniciado no Brasil acompanha uma transformação que está sendo conduzida em âmbito internacional. Em abril deste ano, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) e a Federação Internacional de Tiro Esportivo (ISSF) assinaram um acordo para transferir à ISSF a governança do tiro esportivo paralímpico, hoje administrado pelo IPC.
A proposta ainda será submetida à Assembleia Geral Ordinária da ISSF, prevista para dezembro de 2026, em Roma, na Itália. Uma vez aprovada, passará a integrar a Constituição da ISSF e a entidade assumirá oficialmente, a partir de 2027, a administração, o desenvolvimento e a regulamentação do tiro esportivo paralímpico em todo o mundo. Todo o processo está sendo acompanhado pelo vice-presidente da CBTE, Cassio Rippel, que também é membro do Comitê Executivo da Federação Internacional.
A mudança faz parte da estratégia do IPC de transferir a gestão de modalidades paralímpicas para suas respectivas federações internacionais, promovendo maior integração entre os esportes olímpicos e paralímpicos. No caso do tiro esportivo, a ISSF passará a concentrar a governança das duas modalidades, favorecendo o compartilhamento de conhecimento técnico, a formação de treinadores e árbitros, o desenvolvimento esportivo e a organização de competições, sempre preservando as características e as regras específicas do esporte paralímpico.